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4 de novembro de 2013

Voltei para indicar um bom filme filme para tirar a má impressão causada com o lixo que é Um Lobisomem Mexicano no Texas. Provável que alguns tenham assistido ou nem tenham ouvido falar, mas eu acho digno falar um pouco sobre um filme de ação que contém um dos assuntos mais fantásticos do campo da ciência especulativa: universos paralelos.


The One, ou O Confronto, título nacional que perde um pouco o charme da trama para se centrar no fato de Jet Li enfrentar ele mesmo, poderia ser apenas um filme mediano de ação e pancadaria, contudo não é. Na verdade, consegue ser um excelente filme sobre universos paralelos, explorando o conceito de modo incrível.


Na história, não existe um só universo, mas muitos. Foi criada uma tecnologia para viajar através destes universos, mas a viagem é muito restrita e controlada. Da m
esma forma existem várias versões de uma pessoa, cada uma habitando no tempo presente um destes mundos paralelos. O equilíbrio neste sistema sempre foi mantido, mas Gabriel Yulaw (Jet Li) quer destruí-lo para que possa se tornar o Único e absorver a força de suas versões pelos diversos universos. Após matar 123 das suas versões e ter feito um número igual de viagens não-autorizadas para universos com o uso ilegal da passagem quântica, Yulaw foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de retorno, na Colônia Penal Stygian, no Universo Hades. Antes de ser mandado, Yulaw declara que não "matou a si mesmo" 123 vezes, pois colocou a energia que estava espalhada em vários universos em um único involúcro, o que o tornou mais rápido, forte e inteligente. Porém, graças a ajuda de uma cúmplice, Gabriel escapa, mas Harry Roedecker (Delroy Lindo), um agente que segue as regras, e o agente Evan Funsch (Jason Stathan), um novato que gosta de quebrar os regulamentos, decidem perseguir Yulaw.

Por fim, vamos trailer:

Como eu disse acima, não é apenas um filme de artes marciais com Jet Li. Começando pela história, que é digna de um bom livro de ficção científica. Há claras referências às mitologias nos nomes dos universos, que totalizam, até aquele momento, 125, afinal basta uma estrela morrer para que surja um buraco negro para que outro universo seja criado. É o famoso Multiverso (ou Multiuniverso).

Uma das versões assassinadas.
Vida loca!
Com isso, temos um rebelado (Gabriel seria uma alusão a um poderoso arcanjo?), que vai e vem pelos universos matando suas versões para se tornar o Único do título. E a parte em que conhecemos algumas dessas versões é muito interessante, pois nota-se dois padrões: os universos são batizados em nomes de deuses e personagens mitológicos e os assassinados possuem "LAW" em algum momento, seja no nome ou sobrenome. Detalhes simples, mas que impressionam o cuidado que teve o roteirista.

Quebra ossos.
Mas o que vale neste filme é a pancadaria, certo?

The One cativa pelas coreografias e o visual sombrio que predomina a maioria da película, sem apelar aos raios lasers para ser futurista ou nada do tipo. Embora as atuações sejam de boas a medianas, todos conseguem cumprir seu papel. Li equilibra bem os dois polos destinados a se enfrentarem, numa caçada de gato e rato que se torna uma bola de neve para o final. Jason Stathan mantém aquele jeito rude de ser, o tipo de cara que não está nem aí para as regras, contudo ainda cru na atuação, que viria a melhorar tempo depois; acho que seu carisma esteja em ser assim mesmo. Carla Gugino se sai bem como a esposa da última versão viva; uma pena que não apareça com pouca roupa, como já se tornou comum nos filmes em que ela atua. E Delroy Lindo é... bem... o antigo amigo de Yulaw, que reluta em matar o assassino e tenta manter o novo parceiro na linha.

Ambos ainda se reencontrariam em outros filmes.
As cenas são bem coreografadas, como mencionei, cumprindo sua importância num filme de artes marciais. Os efeitos especiais, aquém do esperado para a época, transmitem todo o poder foderoso dos combatentes interpretados por Li. Uma coisa que receava era quando os dois personagens se encontrassem, pois um dublê sempre é estranho nesses casos; contudo, é quase impossível notar as mudanças de atores nas cenas em que ambos descem a porrada um no outro! Tudo tão bem cuidado que enche os olhos quando ambos demonstram todas as habilidades; os efeitos na batalha final animam até os mais exigentes.

Nada como levantar uns pesos.
A trilha sonora é agitada, com sons pesados e contagiantes, dando um peso e tanto para o conjunto. Um ponto muito bem acertado.

O desfecho não desaponta, como é esperado, apesar de restar algumas dúvidas. E a cena final é perfeita!

Recomendo o filme para todos aqueles que buscam um bom filme de ação e ficção científica. Também recomendo que pesquisem acerca dos assuntos abordados depois ou antes de assistirem, pois é uma viagem e tanto pelos campos especulativos não apenas da ciência, mas da imaginação humana.

Nota: 8,5
Leve como uma borboleta...

... forte como o Superman...

... o Único!

30 de dezembro de 2012

Período: Final do Cretáceo
Ordem: Ornithischia
Família: Hadrosauridae
Gênero/Espécie: Parasaurolophus (algumas espécies)
Significado do nome: "Quase Saurolofo" ou "parecido com um lagarto de crista"
Alimentação: Herbívoro, alimentava-se das folhas das árvores e vegetação rasteira
Peso: 2,5 toneladas
Comprimento: 9,5m
Altura: 4,9m



Curiosidades:
  1. O nome foi dado porque se pensava que fossem parentes próximos do dinossauro Saurolophus.
  2. A crista varia de tamanho e forma entre os espécimes.
  3. A crista mais longa encontrada parece um tubo oco e curvo com 1,8m de comprimento.
  4. O Parasaurolophus já foi chamado de "dinossauro trombeta" porque acredita-se que a crista poderia ampliar os sons que emitiam ao se comunicarem; e há quem pense, no entanto, que eram uma forma de reconhecimento visual.
  5. Devido ao tamanho das órbitas oculares, sugere-se que fosse um animal de boa visão e de hábitos noturnos.
  6. Pensava-se que fosse um animal aquático, mas recentes descobertas revelaram plantas terrestres no estômago fossilizado de um espécime.
  7. As mandíbulas com bico era fortes para recolher folhagens; o formato do crânio permitia mascar os alimentos antes de digeri-los.
  8. Embora bípede, podia se apoiar nos antebraços durante a pastagens, movimentando-se como um quadrúpede.
  9. Dentre as espécies catolagadas, as mais conhecidas são o P. walkeri, o P. tubicen e o P. cyrtocristatus.
  10. Dinossauros bico-de-patos que se evoluíram de uma espécie semelhante ao Iguanodon, tornando-se um dos mais importantes herbívoros do hemisfério norte do final do Cretáceo.
  11. Figuram nos filmes da série cinematográfica Jurassic Park, tendo certo destaque no segundo filme, O Mundo Perdido.
Um esqueleto completo do dino.
Ele podia se apoiar nos antebraços para pastar.
Mas, geralmente se locomoviam assim.
Para quem gosta de selos.
Uma das cenas em que a criatura aparece em Jurassic Park II.
Parte de minha coleção de infância.
Um desenho que era para ser de um Parasaurolophus.

Fontes consultadas:
  • Vivendo no Mundo dos Dinossauros - Livro 2: Período Cretáceo - Carnívoros, Herbívoros e Onívoros, Livros Escala.
  • O Mundo Pré-Histórico, Livros Escala

20 de dezembro de 2012

O mundo quase acabou no ano 1000, quando a sabedoria popular pregava que após mil anos do nascimento de Cristo, tudo acabaria. Alvoroço, desespero, correria, gente se arrependendo de seus pecados, gente se matando... aquelas coisas de sempre. O fato mais espantoso do réveillon foi "violentos tremores" que "sacudiram a Europa, destruindo edifícios sólidos e magníficos". Mas, pode ser um relato fantasioso.

Mas, e se a contagem tivesse sido errada? O mundo deveria acabar mil anos depois a morte (e ressurreição) de Cristo. Ou seja, 1033. E assim tudo se acabou pela segunda vez.

Um profeta anabatista, cujo nome era Melchior Hoffman, disse que haveria o maior incêndio de todod os tempos, um milênio e meio depois da morte (e ressurreição) de Cristo. E 1533 passou como todos os anos anteriores.

Se o mundo se recusa a acabar com fogo, como deveria acontecer, que seja por uma inundação! E o teólogo inglês William Whiston previu que o mundo começaria a findar numa enchente no dia 13 de outubro de 1736. E adivinha! Esqueceram de avisar São Pedro naquele dia...

E há três casos curiosos e engraçados sobre o fim de nosso mundinho.

Não sei como (mas tentarei saber), as Testemunhas de Jeová pegaram a Bíblia e fizeram cálculos e mais cálculos até descobrirem que o ano de 1914 era "o ano da geração que não passará". Era tudo tão sério que a profecia esteve na revista A Sentinela e outras publicações oficiais (e mundiais). E começou a Primeira Guerra Mundial!

Mas, a vida é uma caixinha de surpresas, e quatro anos se passaram. Assim, "em 1918, Deus fará tremer as nações com revoluções gigantescas... Todo o reino da Terra passará", como dizia um trecho do livro O Tempo Está Próximo, publicado em 1916. Acabou a Primeira Guerra. Houve alguns conflitos e revoluções, mas nada do mundo acabar.

Certo. Duas falhas são normais, né? É assim a matemática, mas "podemos seguramente esperar que 1925 marcará a volta às condições de perfeição humana, de Abraão, Isaac, Jacó e antigos profetas fiéis...", assim dizia um panfleto das Testemunhas de Jeová.

E assim eles cansaram de chutar datas, alegando apenas que o fim está próximo.

O legal das profecias do fim do mundo é que elas costumam ser meio retrô. Ou a raça humana é incapaz de aprender com os erros. Ou gosta de ser enganada. Ou um pouco de tudo isso. No longínquo século 16 um homem chamado Nostradamus escreveu a seguinte centúria:
"Ano 1999, sete meses,
Do céu virá um grande Rei do espanto:
Ressuscitar o grande Rei de 'Angolmois'.
Antes e depois de Marte reinar pela felicidade."
Certo. E assim mais uma vez houve o desespero pelo "fim do milênio", que só aconteceria um ano depois.

E estamos às vésperas de 21 de dezembro de 2012. O mundo vai acabar? Descobriremos amanhã ou depois.

Bônus: Se você não vai sair na sexta, para aproveitar o grande evento, assista um desses filmes do Roland Emmerich, o diretor que ama o desastre, a catástrofe, o fim do mundo:
  1. Independence Day (1996). Um bom filme com Will Smith e aliens. Quase um clássico.
  2. O Dia Depois de Amanhã (2004). Sobre um super aquecimento global. Tem belas cenas.
  3. 2012. (2009). Ruim! Péssimo! Pior que ele só a teoria em que é baseada! Assista para rir depois, caso o mundo não acabe.
Fontes consultadas: Superinteressante - Guia do Sobrenatural e Grandes Temas do Conhecimento - História Oculta, nº 2.