15 de maio de 2013

Antes de tudo, desculpem o sumiço!
Sei que estou devendo mais postagens com curiosidades, mas o tempo anda muito corrido... leituras e escritas atrasadas, agenda lotada para o ano todo e uma correria para ajeitar o lançamento de meu segundo livro, de forma independente. Aí, quando se vê, está tudo parado e abandonado.

Mas, cá estou com uma resenha que estou devendo há um tempo a um amigo. Queria ter feito antes, mas a faculdade me toma parte da energia restante depois de dias intensos de trabalho.

Bem, outra vez estou cá resenhando uma graphic novel, contudo feita em nosso amado (sic) país!

Evandro Menezes nos apresenta uma série de aventura e fantasia sobre belas gladiadoras lutando por liberdade e com motivações variadas. Mais do que uma história com beldades seminuas se matando numa arena, há uma trama com seres humanos, com vida e morte lado a lado.

Embora apresente um número mínimo de páginas coloridas e com uma arte impressionante, já somos fisgados de imediato para a situação principal: a impiedosa Malignah vence inimigos e obriga as mulheres a provarem suas habilidades em jogos de gladiadores. Apresentada a questão, conhecemos Rachel, uma corajosa rainha viking antes de também ser capturada.

Se a narrativa é rápida em quantidade de folhas viradas, a arte de Evandro faz de Gladiatrix - Liberdade um deleite aos olhos, com violência e erotismo em cada quadro e página olhada. É uma leitura que se inicia meio descompromissada e nos deixa órfãos pelo segundo volume justo quando estamos envolvidos. E isso pode ser um problema, pois, por mim, poderia ter sido um volume maior. Mas, algo assim, com a qualidade de impressão, não é barato, e nisso justifica a divisão feita pela Giostri.

A beleza desta graphic novel está no poder de misturar elementos históricos sem precisar fazer sentido, afinal, as falhas quanto a períodos e civilizações há sim, mas, deve-se ter em mente que a trama pode se passar num passado alternativo, num limbo no qual as civilizações se encontram para uma batalha de vida e morte, na qual belas mulheres provam que podem ser mais belicosas que o mais robusto gladiador.

De 0 a 10, ganha 8,6.

Numa rápida entrevista, Evandro nos explica suas motivações para escrever a série.


Como surgiu a ideia para Maidens?

A ideia para essa HQ surgiu de uma outra história minha chamada Heavy Dreams, onde havia uma mulher que passou dez anos lutando em uma arena, porém era algo mais voltado para fantasia, era um mundo onde havia magia. Para Maidens eu decidi trabalhar nessa ideia porém colocando tudo de forma mais realista, com cenário e personagens mais humanos, para mostrar quais seriam as consequências que esses duelos cruéis trariam para uma pessoa  mentalmente e fisicamente. Então eu criei uma versão mais dramática da minha própria história.
Mas o motivo principal era criar uma protagonista que mostrasse o potencial feminino para situações extremas, sendo esta obra um ataque direto ao estereótipo de donzela em perigo (onde surgiu o nome Maidens) que mostra mulheres perdidas e submissas aos homens, sempre esperando ser salva por um príncipe. Queria mostrar oquê eu acredito que seja uma verdadeira donzela, uma mulher que luta de todas as formas para salvar seu filho, e que jamais esperaria quem quer que seja para salvá-la.

Quais suas influências como artista?

Quando eu faço uma obra voltada para o público jovem eu geralmente desenho no estilo mangá, e quando é uma obra para adultos eu faço em estilo americano, porém no caso de Maidens uma da minhas influências foi uma mini série da DC Comics, chamada Lobo Sem Limites, onde o desenhista era Alex Horley. Essa HQ tinha um estilo de pintura digital extremamente realista, acho que essa foi minha maior inspiração para Maidens.

Quanto custa e onde posso adquirir?

Está à venda na Saraiva e outras livrarias por R$ 30,00.




Título: Gladiatrix - Liberdade (Série Maidens)
Autor: Evandro Menezes
Gênero: Aventura, Fantasia, Literatura Juvenil, Graphic Novel
Editora: Giostri
Nº de páginas: 28
Nota: 8,6
Comentários gerais: Compreendo o custo gráfico que deve ter a editora ao preparar um material com páginas tão coloridas, mas a quantidade reduzida de páginas prejudica um pouco o leitor na hora da aquisição.

As cenas de combate são magníficas, assim como as de sexo, e os desenhos de Evandro impressionam a cada quadro, valendo a conferida.

É quadrinhos escritos para leitores com um gosto por aventura e amantes de histórias de espada e feitiço.




10 de março de 2013

Há algum tempo, quando li Livraria Limítrofe - O adeus, do meu amigo e parceiros de literatura Alfer Medeiros, fui apresentado a um gênero de romance novo e curioso, o fix-up (ou fixup), que numa tradução literal significa "correção".

Imagine que um autor possua dezenas de contos e noveletas num mesmo cenário, num mesmo ambiente ou com personagens interligados ou frequentes, e uma editora resolve publicar esses textos num livro. Dependendo da necessidade, o escritor poderá unificar essas histórias, montando-as como episódios, mesmo que aparentemente isolados. Isso é basicamente o fix-up.

O termo foi cunhado pelo autor de ficção científica A. E. van Vogt, que publicou The Voyager of the Space Beagle, um de seus muitos livros do gênero, segundo aponta a primeira Encyclopedia of Science Fiction, de 1979, editada por Peter Nicholls. O nome é derivado das muitas alterações quer van Vogt precisou fazer nos textos originais para encaixá-los como um romance.

Mas, como estruturar um romance fix-up?

Antes de mais nada, o autor pode criar contos já com este intuito, como fez Alfer Medeiros, ou pode modificar textos já existentes, acrescentando materiais que liguem-nos, como uma narração curta ou algo parecido. Pode haver a necessidade ainda de um "capítulo inicial", apresentando personagens ou cenário, e a evolução dos personagens acontece conforme os eventos se sucedem, como num romance comum. Deve haver o mínimo de contradições possível.

Tornou-se uma prática comum e aceita na década de 1950, quando a ficção científica e a fantasia (e por que não citar também o horror?) estavam transitando das publicações baratas em revistas pulp para os livros, em sua maioria. Diversos autores transformaram suas velhas histórias, muitas delas isoladas, em romances e posteriormente as vendendo a editores de livros.

Fonte consultada: verbete Fix-Up, na Wikipédia inglesa.

20 de fevereiro de 2013


Mas ai de vós, fariseus!
Que dizimais a hortelã, a arruda e todas as hortaliças e desprezais o juízo e o amor de Deus.
Lucas 11: 42

Com esta parábola, Jesus censura um dos principais grupos religiosos de seu tempo: os fariseus. Que defendiam amplamente a devolução do dízimo exigido nos escritos de Moisés, sendo que o dízimo é anterior a Moisés e defendido tanto no Antigo Testamento (AT) quanto no Novo Testamento (NT).

Portanto, o dízimo é um princípio bíblico digno de ser observado por todos que de alguma forma acreditam em Deus. O dízimo é uma instituição divina usada como agradecimento a Deus por nossos trabalhos, famílias, amigos e nossa conquista espiritual uma vez que nos trata contra a avareza.

O grande problema que encontramos hoje é que, assim como os fariseus, muitos líderes de grupos usam de forma ilegal as contribuições dos fiéis, alegando que são seus salários. O dízimo tem que ser acompanhado de justiça social e não somente anunciar o amor de Deus, mas demonstrar como pessoas regeneradas o verdadeiro amor, como ajudar ao próximo e os mais carentes. Tiago, um dos discípulos de Cristo, afirma que “Se alguém afirma sua religião ser correta, então que pratique a verdadeira religião: cuidar dos órfãos e das viúvas nas suas aflições, e guardar-se puro do pecado”. (Tg 1:27)

Os líderes que se apartam deste princípio não são dignos de receberem as contribuições destes fiéis.

O dízimo, segundo a Bíblia, dá proteção ao que nós possuímos. A prosperidade pregada por pastores vem do princípio divino da Lei da Recompensa, na qual tudo o que eu planto eu colho: quem planta amizade, colhe amigos; quem semeia misericórdia, colhe misericórdia. Esta leia permeia toda a Escritura Sagrada. O dízimo é uma semente e quem semeia tem que acreditar na sua colheita de prosperidade, que virá em sua vida, obedecendo a três princípios:
  1. semear com generosidade; 
  2. trabalhar com diligência;
  3. e Gastar com Sabedoria.


O problema de muitos dizimistas que não colhem o que plantam é por desobedecerem a estes três princípios divinos.

12 de fevereiro de 2013

Eu reluto em ler HQs e graphic novels. Se não for algo fechado, que começa e termina ali, naquele volume, considero uma perda de tempo imensa, pois não tenho paciência de sair procurando pelos demais volumes. Foi assim que a DC e a Marvel perderam meu dinheiro, pois não curto gastar tempo e grana em algo que parece nunca ter fim. Li muito gibi e histórias que até hoje desconheço o começo ou o final ainda assim, mas com o passar dos anos fui largando.

E certo dia, no ano passado, encontrei numa banquinha na rodoviária aqui da cidade a graphic novel de Hellblazer Passagens Sombrias, escrita por Ian Rankin e ilustrada por Werther Dell'Edera. Houve dois motivos para que eu comprasse. O primeiro, claro, o fato de ser um volume único, completo e sem a necessidade de correr atrás de mais; e o outro foi minha curiosidade em ler algo de John Constantine, que já havia me fascinado naquele filme em que ele é moreno (?!) e americano (????).

Enfim, eu estava a pé naquela manhã e vim lendo a graphic novel da rodoviária até em casa, num percurso de uns dois quilômetros. E cheguei em casa e continuei lendo e lendo... e quando percebi, havia acabado! E posso garantir: é muito foda!

A trama gira em torno de um reality show em que coisas estranhas acontecem. É ele quem dá nome a história, pois trata-se de um programa cuja finalidade é mostrar os participantes em situação de medo. Mas, algo está errado e cabe a John Constantine descobrir o que é. Seria algo corriqueiro, se ele odiasse esse tipo de coisa, essa futilidade resumida em programas de subcelebridades. E aí reside a razão da história existir: é uma crítica a sociedade que perde a vida vendo pessoas desesperadas por fama e dinheiro.

Tudo pode ser dividido em duas partes: uma quando a trama começa e segue nos mistérios sobre a casa mal-assombrada e da grande revelação ao desfecho. E percebe-se logo a mudança de clima, a dimensão de um jogo infernal. Dizer mais é dar spoilers.

Para quem está acostumado com um ritmo frenético das HQs americanas ou japonesas, bom frear e ter conhecimento que a coisa se desenrola devagar, com um humor tipicamente inglês, sarcasmos e insinuações sexuais (leves, se comparadas a outra graphic novel do personagem que li). Em preto-e-branco, é uma aventura deliciosa para quem curte histórias com fantasmas e demônios.

De 0 a 10, recebe 9,8.

Título: Passagens Sombrias
Autores: Ian Rankin e Werther Dell'Edera.
Gênero: Suspense, Terror, Fantasia Sombria, Fantasia Urbana
Editora: Panini Comics
Nº de páginas: 218
Nota: 9,8
Comentários gerais: Bem executado, sobretudo nas transições de cenas e tempos. Possui toda uma atmosfera de contos de terror que se passam em casas mal-assombradas. Ganha pontos na segunda parte, com a mudança do clima. Mas, perde no desfecho, que fica meio aquém do esperado.

Vale a pena conferir e conhecer essa graphic novel fantástica!

26 de janeiro de 2013

E a visão que meus olhos captaram era a de uma figura esguia, femininina, similar em todos os detalhes às mulheres terráqueas de minha vida anterior. [Página 73]

Eu poderia começar esta resenha de muitas maneiras, e cada uma me levaria a um leque de possíbilidades, de caminhos, e cada uma me conduziria a mundos distantes e fantásticos para expressar cada emoção e sensação que tive ao ler Uma Princesa de Marte, de Edgar Rice Burroughs. Mas, optei seguir um caminho diferente, que não vi em nenhuma resenha sobre esta obra clássica que me foi dada de presente um pouco depois de meu aniversário no ano passado.

John Carter era apenas um capitão da guerra civil buscando uma riqueza depois de anos combatendo índios, mas o destino (e uma força muito além do que se possa denominar, ao menos neste primeiro volume) o quis em Marte, o planeta cujo fascínio sempre esteve na alma e no coração desse humano orgulhoso e de pouca modéstia.

Criados em 1912 e publicados em 1917 em forma de romance, os relatos narrados pelo protagonista são relatos de bravura, selvageria, beleza exótica e amor, pois, eis que entre os perversos e grandes homens verdes marcianos uma bela princesa dos homens vermelhos surge em sua vida, dando a ele um sentido, uma causa, uma paixão que supera a crueldade e a luta constante por sobrevivência.

Se hoje, entre as obras que se ambientam em Marte, o interesse decai, não se pode dizer o mesmo sobre Uma Princesa de Marte; ignoremos que a inspiração sejam as teorias de canais com água no planeta rubro e alaranjado, canais estes que se mostram presentes ora ou outra, assim como a máquina que sustenta a atmosfera ou a complexa rede hidrográfica subterrânea, que não perde o líquido tão valioso.

Burroughs se mostra sem pressa inicialmente, permitindo ao leitor se maravilhar aos olhos de John Carter com aquele novo mundo tão velho e decadente, mas não desinteressante. E assim vamos sendo apresentados aos tharks, os homens verdes de quatro braços, que cavalgam os thoats e têm nos calots os cães leais, apesar de serem criaturas horrorosas e extremamente rápidas (e é Woola a quem o estrangeiro mais se apega, e ambos possuem uma bela amizade marcada por resgates heroicos).

Tars Tarkas, Sola e tantos outros personagens representam o comunismo, com seus acertos e falhas, todos presos na tradição; embora cativo, não tarda para que Carter se torne respeitado por seus feitos, que incluem uma força descomunal e os incríveis saltos que pode dar graças a baixa gravidade do planeta. (E nem me deterei em dizer que o Superman, em seus primórdios, deve muito a ele.)

Mas, Dejah Thoris é o raio de humanidade em meio a tudo aquilo, e o amor brota tão confuso que as tradições são abaladas. Uma princesa de Helium, a cidade dos homens vermelhos que rivaliza há anos com Zodanga, salva por John. E aqui a obra adquire um novo rumo, pois as ações do protagonista serão quase todas voltadas para a promessa de protegê-la.

Aventuras e desventuras se seguem, e mais de Barsoom (como se chama aquele mundo para os habitantes dele) é desvendado, aumentando o prazer de ler um genuíno livro de fantasia científica. Máquina que produz atmosfera, novos amigos, warhoons, naves aéreas, mistérios e um desfecho meio apressado, mas que deixa o gostinho pelo livro seguinte, Os Deuses de Marte.

Palavras vazias ditas por um fã, é fato, contudo não posso ser frio e insensível diante de algo tão belo e nostálgico, vindo dos anos marcados pelo pulp fiction, pelas ideias sem pudor, sem medo, cujos enredos beiravam o absurdo. Talvez seja por essa aura mágica e perdida, às vezes inocente e muito humana de contar algo, tudo isso que me encantou.

Eu assisti Avatar, que foi inspirado fortemente em Uma Princesa de Marte e outras histórias, e havia o interesse em ler o livro; e agradeci muito a Disney por ter adaptado o romance, permitindo assim que a obra viesse ao Brasil após quase 100 anos de publicação. (Comentarei sobre o filme depois.)

Para quem quer se deliciar com uma história divertida e cativante, livre de modismo e sem compromisso com a realidade, mas ainda assim capaz de cativar, eis a dica. É simplesmente perfeito, mesmo com uns defeitos nos capítulos finais, que aceleram o ritmo e abreviam cenas que poderiam ser mais detalhadas devido a importância.

Acompanhe John Carter, um confederado norte-americano, em solo barsoomiano. Apaixone-se por Dejah Thoris. Testemunhe o poder da amizade e do amor derrubando tradições e construindo um novo rumo para um planeta guerreiro e selvagem.

De 0 a 10, merece 9,9 sem pestanejar, pois vale muito a pena!

Título: Uma Princesa de Marte
Autor: Edgar Rice Burroughs
Gênero: Fantasia Científica, Aventura
Editora: Aleph
Nº de páginas: 272
Nota: 9,9
Comentários gerais: Bem escrito, as cenas se desenrolam muito bem; as descrições são precisas e bem construídas. As criaturas são fascinantes, assim como a maioria dos personagens. O autor mescla bem as passagens de aventura e romantismo.

Se não fosse o desfecho rápido demais, mereceria nota máxima.

12 de janeiro de 2013


Recentemente me deparei com o som desta banda muito boa: Sypherion. Intrigado em especial com uma música dele, God of War, que me lembrou o título de um jogo homônimo, pus-me a pesquisar mais sobre e descobri na Wikipédia espanhola algumas informações que reúno aqui.
  • Sypherion é uma banda de metal progressivo e sinfônico criada por Fabio Di Angelo.
  • Fabio Di Angelo é um guitarrista e compositor nascido no dia 7 de agosto de 1980, em Barcelona (Espanha). Aprendeu a tocar guitarra de forma totalmente independente e autodidata por influência de guitarristas como Jimmy Page, Gary Moore, Joe Satriani, etc. Participou de outros projetos, como o álbum Vol. 69.69, da DiosA, em 2007.
  • Em 2011 ele fundou a banda Sypherion, lançando no dia 18 de abril do mesmo ano o álbum Flames of the Immortal Heart.
  • A banda é composta por Fabio Di Angelo (guitarras elétricas, programação e orquestração), Manu Esteve e Ruth Garlet (vocais).
  • O álbum de estreia foi totalmente composto e produzido pelo guitarrista.
  • Apenas na música Flames of Osiris há outro guitarrista, Tony Baena, que faz o solo.
  • A primeira faixa, The Battle of Thermopylae, foi inspirada no filme 300, do diretor Zack Snyder.
  • Como eu havia suspeitado, God of War, segunda faixa do álbum, foi inspirada no personagem Kratos, protagonista da série de videogames.
  • Flames of Osiris, por sua vez, busca na mitologia egípcia a sua inspiração, em especial na lenda do deus Osíris.
  • Immortal Dreams teve influência de O Fantasma da Ópera.
Bem, eis a postagem que queria fazer sobre esta banda que me agradou muito. Espero que tenham apreciado as curiosidades e fiquem com uma amostra do som.



Fontes consultadas (em espanhol):
Artigos da Wikipédia sobre
Sypherion
Fabio Di Angelo
Flames of the Immortal Heart (álbum)

30 de dezembro de 2012

Período: Final do Cretáceo
Ordem: Ornithischia
Família: Hadrosauridae
Gênero/Espécie: Parasaurolophus (algumas espécies)
Significado do nome: "Quase Saurolofo" ou "parecido com um lagarto de crista"
Alimentação: Herbívoro, alimentava-se das folhas das árvores e vegetação rasteira
Peso: 2,5 toneladas
Comprimento: 9,5m
Altura: 4,9m



Curiosidades:
  1. O nome foi dado porque se pensava que fossem parentes próximos do dinossauro Saurolophus.
  2. A crista varia de tamanho e forma entre os espécimes.
  3. A crista mais longa encontrada parece um tubo oco e curvo com 1,8m de comprimento.
  4. O Parasaurolophus já foi chamado de "dinossauro trombeta" porque acredita-se que a crista poderia ampliar os sons que emitiam ao se comunicarem; e há quem pense, no entanto, que eram uma forma de reconhecimento visual.
  5. Devido ao tamanho das órbitas oculares, sugere-se que fosse um animal de boa visão e de hábitos noturnos.
  6. Pensava-se que fosse um animal aquático, mas recentes descobertas revelaram plantas terrestres no estômago fossilizado de um espécime.
  7. As mandíbulas com bico era fortes para recolher folhagens; o formato do crânio permitia mascar os alimentos antes de digeri-los.
  8. Embora bípede, podia se apoiar nos antebraços durante a pastagens, movimentando-se como um quadrúpede.
  9. Dentre as espécies catolagadas, as mais conhecidas são o P. walkeri, o P. tubicen e o P. cyrtocristatus.
  10. Dinossauros bico-de-patos que se evoluíram de uma espécie semelhante ao Iguanodon, tornando-se um dos mais importantes herbívoros do hemisfério norte do final do Cretáceo.
  11. Figuram nos filmes da série cinematográfica Jurassic Park, tendo certo destaque no segundo filme, O Mundo Perdido.
Um esqueleto completo do dino.
Ele podia se apoiar nos antebraços para pastar.
Mas, geralmente se locomoviam assim.
Para quem gosta de selos.
Uma das cenas em que a criatura aparece em Jurassic Park II.
Parte de minha coleção de infância.
Um desenho que era para ser de um Parasaurolophus.

Fontes consultadas:
  • Vivendo no Mundo dos Dinossauros - Livro 2: Período Cretáceo - Carnívoros, Herbívoros e Onívoros, Livros Escala.
  • O Mundo Pré-Histórico, Livros Escala

20 de dezembro de 2012

O mundo quase acabou no ano 1000, quando a sabedoria popular pregava que após mil anos do nascimento de Cristo, tudo acabaria. Alvoroço, desespero, correria, gente se arrependendo de seus pecados, gente se matando... aquelas coisas de sempre. O fato mais espantoso do réveillon foi "violentos tremores" que "sacudiram a Europa, destruindo edifícios sólidos e magníficos". Mas, pode ser um relato fantasioso.

Mas, e se a contagem tivesse sido errada? O mundo deveria acabar mil anos depois a morte (e ressurreição) de Cristo. Ou seja, 1033. E assim tudo se acabou pela segunda vez.

Um profeta anabatista, cujo nome era Melchior Hoffman, disse que haveria o maior incêndio de todod os tempos, um milênio e meio depois da morte (e ressurreição) de Cristo. E 1533 passou como todos os anos anteriores.

Se o mundo se recusa a acabar com fogo, como deveria acontecer, que seja por uma inundação! E o teólogo inglês William Whiston previu que o mundo começaria a findar numa enchente no dia 13 de outubro de 1736. E adivinha! Esqueceram de avisar São Pedro naquele dia...

E há três casos curiosos e engraçados sobre o fim de nosso mundinho.

Não sei como (mas tentarei saber), as Testemunhas de Jeová pegaram a Bíblia e fizeram cálculos e mais cálculos até descobrirem que o ano de 1914 era "o ano da geração que não passará". Era tudo tão sério que a profecia esteve na revista A Sentinela e outras publicações oficiais (e mundiais). E começou a Primeira Guerra Mundial!

Mas, a vida é uma caixinha de surpresas, e quatro anos se passaram. Assim, "em 1918, Deus fará tremer as nações com revoluções gigantescas... Todo o reino da Terra passará", como dizia um trecho do livro O Tempo Está Próximo, publicado em 1916. Acabou a Primeira Guerra. Houve alguns conflitos e revoluções, mas nada do mundo acabar.

Certo. Duas falhas são normais, né? É assim a matemática, mas "podemos seguramente esperar que 1925 marcará a volta às condições de perfeição humana, de Abraão, Isaac, Jacó e antigos profetas fiéis...", assim dizia um panfleto das Testemunhas de Jeová.

E assim eles cansaram de chutar datas, alegando apenas que o fim está próximo.

O legal das profecias do fim do mundo é que elas costumam ser meio retrô. Ou a raça humana é incapaz de aprender com os erros. Ou gosta de ser enganada. Ou um pouco de tudo isso. No longínquo século 16 um homem chamado Nostradamus escreveu a seguinte centúria:
"Ano 1999, sete meses,
Do céu virá um grande Rei do espanto:
Ressuscitar o grande Rei de 'Angolmois'.
Antes e depois de Marte reinar pela felicidade."
Certo. E assim mais uma vez houve o desespero pelo "fim do milênio", que só aconteceria um ano depois.

E estamos às vésperas de 21 de dezembro de 2012. O mundo vai acabar? Descobriremos amanhã ou depois.

Bônus: Se você não vai sair na sexta, para aproveitar o grande evento, assista um desses filmes do Roland Emmerich, o diretor que ama o desastre, a catástrofe, o fim do mundo:
  1. Independence Day (1996). Um bom filme com Will Smith e aliens. Quase um clássico.
  2. O Dia Depois de Amanhã (2004). Sobre um super aquecimento global. Tem belas cenas.
  3. 2012. (2009). Ruim! Péssimo! Pior que ele só a teoria em que é baseada! Assista para rir depois, caso o mundo não acabe.
Fontes consultadas: Superinteressante - Guia do Sobrenatural e Grandes Temas do Conhecimento - História Oculta, nº 2.

19 de dezembro de 2012

Imagine que houve em tempos remotos um lugar chamado Atlântida. Ou que homens e monstros andaram lado a lado, ou se enfrentaram em combates sangrentos. Ou que em algum momento incerto, a humanidade esteve tão tecnologicamente avançada, mas tudo isso se perdeu por algum motivo.

Agora, tente datar alguma dessas suposições e hipóteses. Talvez há mil, dois mil, cinco mil, vinte mil anos? Ou seria complicado determinar uma data, um período?

Se o leitor conseguiu imaginar as três teorias (cujo fundamento esotérico está justamente na bruma sobre o quão antiga e evoluída é a vida humana neste planeta), mas foi incapaz de deduzir uma época para algo assim, saiba que acabou de se aproximar do que é chamado de ucronia.

Mas, o que ser ucronia?

Segundo especialistas, "ucronia ("não-tempo") é uma palavra-valise, substituindo topia ("lugar") da palavra utopia (do grego u-topos ou "sem lugar") por cronia (do grego chronos, "tempo"). A expressão surgiu em 1876 por obra de Charles Renouvier, que a utilizou no título de seu romance Uchronie (L'Utopie dans l'histoire)". Ou, em outras palavras, seria "um subgênero da literatura, geralmente, mas não necessariamente, associada à ficção científica, cujas obras fazem referência a um período hipotético da história do nosso mundo, em contraste com lugares e mundos fictícios. É um conceito similar à história alternativa, mas que difere dela pelo fato de que os tempos ucrônicos não são claramente definidos (situando-se quase sempre em algum passado remoto)".

Se parece complicado, permita-me dar três exemplos simples para esclarecer.

  • O Senhor dos Anéis, de J. R .R. Tolkien: Sabemos que a história se passa na Terra-Média, com humanos, hobbits, anões, elfos, elefantes enormes, orcs, aranhas gigantes e tantas outras criaturas. Mas, QUANDO? Há uma chance de dizer quando a trama se passou, visto que mostra um tempo anterior à História conhecida? Ou seria a trama passada noutro mundo, mas tão similar ao nosso?

"A história de O Senhor dos Anéis ocorre em um tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por humanos e por outras raças humanóides: elfos, anões e orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar a palavra do inglês moderno, Middle-Earth (Terra-Média), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia nórdica e germânica. O próprio Tolkien disse que pretendia ambientá-la na nossa Terra, aproximadamente 6.000 anos atrás, embora a correspondência com a geografia e a história do mundo real fosse frágil."

  • Star Wars, de George Lucas: Naves espaciais, raças alienígenas, robôs, monstros, planetas diversos, sabres de luz... Mas, QUANDO se passa a trama? No futuro? Só porque é um represente da space opera e da ficção científica? Na verdade, não é bem assim.

"Os acontecimentos relatados em Star Wars ocorrem numa galáxia fictícia, sendo cada filme acompanhado por um pequeno texto de abertura com a intenção de contextualizar essa história no Universo Star Wars. É a única vez nos filmes que este Universo é analisado tendo o nosso como ponto de referência. O texto começa com a expressão: 'Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...', numa clara alusão aos contos de fadas 'Era uma vez...'."

  • Outro bom exemplo de período ucrônico é a Era Hiboriana de Conan, o Bárbaro, criação de Robert E. Howard; esta e outras fantasias literárias têm lugar em períodos incertos do mundo, quando povos antigos conviviam com monstros, feiticeiros e deuses, numa época posterior a queda de Atlântida.

  • No Brasil, Eric Musashi, autor de Os Herdeiros dos Titãs, que possui uma série de livros que se passam na Atlântida e nos demais continentes em tempos incertos cronologicamente falando. Houve todo um cuidado de pesquisa de culturas ao redor do mundo para tornar as tramas as mais reais possíveis, com conservando parte da fantasia comum à uma ucronia. É possível ainda ver dragões, touros pré-históricos, espadas de cristais, batalhas sangrentas. É uma obra completa, com uma mitologia própria impecável. (E você pode concorrer aos dois livros e a HQ clicando neste link aqui.)

Bem, espero ter proporcionado um passeio pelos caminhos literários e fantásticos. Em breve volto a falar mais do gênero e de filmes e livros que são ucrônicos.

Fontes consultadas:
Eu estava lendo um monte de revistas para um pesquisa para uma noveleta de ficção científica quando me deparei com um tema interessante. É uma relação curiosa que existe entre Jesus e Hórus, um deus egípcio que me aprofundarei noutra oportunidade, feita pela pesquisadora D.M. Murdock, ou Acharya S. Ela chama tal estudo de "conexão Jesus-Hórus".

Dentre seus apontamentos, está fatos que mostram a semelhança espantosa entre Ísis-Hórus com Maria-Jesus. Ao contrário do que já vi por aí, ela se baseou na literatura oficial egípcia, incluindo textos em pirâmides e nos sarcófagos de múmias.

Eis abaixo alguns exemplos de tal conexão:

  1. Ísis e Maria deram à luz em circunstâncias incomuns.
  2. Hórus teria nascido em 25 de dezembro, numa mangedoura, em pleno solstício de inverno. (Uma ressalva neste ponto: Jesus NÃO PODE TER NASCIDO EM 25 DE DEZEMBRO; tal data fora estipulada pela Igreja Católica Apostólica Romana como forma de converter os povos pagãos que adoravam os deuses solares, como é o caso de Hórus e Mitra.)
  3. O deus egípcio era de ascendência real e sua mãe era conhecida como "virgem Ísis-Mery".
  4. O nascimento de foi anunciado por uma estrela no leste e testemunhado por três "homens sábios".
  5. Aos 12 anos, ele era como um professor-mirim e, com 30, fora batizado por Anup, o Batista, que foi decapitado posteriormente.
  6. O deus tinha 12 companheiros, ajudantes ou discípulos.
  7. Hórus executou milagres, exorcizou demônios e trouxe Osíris de volta dos mortos.
  8. Andou sobre sobre a água.
  9. Foi crucificado entre dois ladrões.
  10. Ele (ou Osíris, seu pai, em alguns versões) foi enterrado por três dias num túmulo e ressuscitou.
  11. O deus egípcio era conhecido por títulos, dentre as quais estão O Bom Pastor, O Filho do Homem, O Verbo Feito Carne, A Palavra da Verdade, entre outros. Também era conhecido como "Iusa", o filho vindouro do Pai. Foi chamado de Sagrado Filho e de Ungido, enquanto Osíris era KRST.
  12. Combateu o maligno Seth.
  13. E, por fim, reinou por mil anos.
Os argumentos, segundo alguns, levam a crer ou que Jesus inspirou a lenda de Hórus (e tudo o que esteja relacionado a ele) ou que houve o oposto. Outra teoria, contudo, menciona que Jesus esteve em contato com os mistérios egípcios quando criança ou em algum tempo de Seu ministério.

Enfim, teorias e crenças a parte, cada um tire suas próprias conclusões!

Fonte consultada: Grandes Temas do Conhecimento - História Oculta, nº 2, Editora Mythos, páginas 46 e 47, "Jesus e o Egito".

NOTA: Por problemas técnicos e inexperiência do autor, as postagens tentarão não usar acentos e caracteres especiais ou tentarão palavras sem acento. Portanto, se ver algo assim, ignore!

13 de dezembro de 2012

Blog novo, assuntos mais variados, curiosidades, livros... sim, e um concurso cultural muito fodástico!

Para quem já passou pela Loja de Livros, deve ter visto os livros de Eric Musashi, a dualogia e HQ Os Herdeiros dos Titãs.

São mais de 850 páginas de aventuras, batalhas, fantasia de primeira qualidade e filosofia combinadas para proporcionar ao leitor uma história intensa e marcante, numa terra antiga e perdida atualmente em lendas e teorias em sua maioria tolas. Sim, a dualogia narra um pouco sobre a vida na lendária Atlântida, as cidades, os costumes, os dialetos, as raças, as belas armas de cristais, as fascinantes criaturas. Tudo tão bem explicado que parece real. E ainda há mais 28 páginas ilustradas e coloridas, com uma história anterior ao primeiro livro, escrita pelo autor e ilustrado por Evandro Menezes!

E o melhor!

Você pode levar os 3! Sim, os 3 livros podem ser seus! E sem precisar fazer nada além de uma frase!

Quer saber como?

Há quem lute simplesmente pelo desejo de VINGANÇA, de querer sanar aquilo que lhe foi tirado, para recuperar ou cobrar alguma coisa.

Outros, contudo, lutam por um BEM MAIOR, algo que nem mesmo eles conseguem entender; é uma causa pela qual morreriam sem pestanejar.

E há aqueles que apenas lutam por GLÓRIA, pelo anseio de deixar na História suas histórias, que se tornarão lendas e inspirarão sua imortalidade.


E agora a pergunta que poderá dar a você os livros:
Poder? Vingança? Glória? O bem maior?
Por que motivo vale a pena lutar?

Mas, ATENÇÃO!

As frases serão avaliadas por um júri nos seguintes quesitos:
  • Originalidade
  • Criatividade
  • Adequação à pergunta proposta
Serão 3 frases selecionadas. E 3 prêmios.

O primeiro colocado terá primazia na escolha de qual dos três prêmios será o seu, sendo seguido pelo segundo, e, por fim, o terceiro ficará com o que restou. Em caso de empate, prevalecerá aquele que teve maior nota no primeiro critério (Criatividade), seguido pelo segundo critério (Originalidade) e por fim o terceiro (Adequação à pergunta proposta). Persistindo a igualdade, os participantes empatados serão premiados igualmente, de acordo com sua colocação.
  1. Os Herdeiros dos Titãs - De Lutas e Ideais + Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do Destino + HQ Os Herdeiros dos Titãs
  2. Os Herdeiros dos Titãs - De Lutas e Ideais + Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do Destino
  3. Os Herdeiros dos Titãs - De Lutas e Ideais ou Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do Destino + HQ Os Herdeiros dos Titãs

As frases podem ser enviadas até o dia 28/02/2013, através do formulário acima, sem limites de caracteres e nem de frases. Portanto, quanto mais frases (que respeitem os quesitos), melhor!

Bem, é isso! E boa sorte!

7 de dezembro de 2012

Vocês sabiam...

  • ... que a banda Sabaton fala sobre a guerra, sobretudo a Segunda Guerra Mundial, em suas letras?
  • ... que as histórias narradas na série de jogos Assassin's Creed são baseadas em fatos históricos, teorias conspiratórias e sociedades secretas?
  • ... que Kratos, personagem principal da série de jogos God of War, é um titã da força na mitologia grega?
Viu só?

Há muita coisa que não sabemos e vamos descobrindo com o tempo, às vezes enquanto estamos escrevendo ou pesquisando para um livro. É assim comigo.

E é que pensando nisso que criei este blog.

É um espaço que complementa O PseudoEscritor com resenhas, curiosidades, dicas, coisas que acho interessante. Mitologia, literatura, músicas, simbolismos, cultura, vídeos, cinema... Tudo reunido aqui para diversificar um pouco, entreter e ensinar.

Espero que seja bacana esta nova experiência.
Enfim, está no ar MitoLivros!


NOTA: Segunda postagem será sobre um concurso cultural! \o/